Ações públicas e privadas para melhorar a representatividade feminina nas áreas de exatas

Também conhecida como STEM (sigla para os conhecimentos em ciência, tecnologia, engenharia e matemática), a área é reconhecida mundialmente por ser predominantemente masculina. De acordo com o relatório “Uma equação desequilibrada: participação crescente de Mulheres em STEM na ALC (América Latina e Caribe), lançado pela UNESCO em 2021, apenas uma mulher em cada quatro homens consegue um emprego na área. 

De acordo com a pesquisa, alguns dos fatores que impedem meninas e mulheres de iniciarem uma carreira científica são: 

  • Falta de informações sobre as possibilidades dentro das áreas STEM;
  • Sexismo na sociedade e no ensino superior que dificultam o avanço de mulheres na academia e no mercado de trabalho;
  • Escassez de modelos femininos na STEM, que exemplificam para meninas as possibilidades dentro das áreas.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2018 apenas 35% dos estudantes matriculados em cursos superiores de STEM eram mulheres. A representatividade era ainda menor nas engenharias e não passava dos 28% em todo o mundo. 

Outra realidade é a falta de mulheres em corpos docentes nos cursos universitários nessas áreas. Por exemplo, nos últimos 20 anos, na Universidade de São Paulo (USP), os homens constituíam 72% dos professores contratados em STEM e as mulheres representavam apenas 28%.

Para solucionar esse problema, existem alguns movimentos para aumentar a representatividade feminina na área. Um dos exemplos de sucesso são os programas do British Council, como o Treinamento Mulheres em Tech, o Podcast Women in Science e a Revista Mulheres na Ciência. 

Outra ação que promove a inclusão de mulheres na área de tecnologia é o Santander Code Girls, que oferece curso gratuito e especializado em codificação para mais de 10 mil mulheres. Após a finalização do curso, as alunas podem disputar uma vaga de emprego na FIRST, empresa de tecnologia do Santander. 

Outro fator interessante é a atuação de empresas privadas e de bens de consumo. Um grande exemplo são as recentes campanhas da boneca Barbie, que ajudam na visualização feminina em diferentes profissões.

Ao normalizar a ideia de meninas trabalhando como cientistas, engenheiras e até astronautas, crianças e jovens começam a desenvolver um imaginário mais diverso acerca das profissões para mulheres. E assim, quebram-se padrões sociais pré-estabelecidos, como o de que mulheres não são boas em Ciências Exatas e preferem áreas como Pedagogia ou Ciências Sociais.