Um dos temas centrais das discussões entre líderes mundiais, a sustentabilidade pauta diversas agendas ao redor do mundo. Da Conferência das Partes (COP), promovida anualmente pela ONU, a ações lideradas por empresas privadas, o tema é central na sociedade atual.
Ma qual é a história do Brasil com a sustentabilidade? Afinal, o país é um dos principais protagonistas dessa discussão, devido ao seu imenso território e por abrigar a maior parte da floresta Amazônica.
A Amazônia começou a sofrer com o desmatamento principalmente a partir da década de 1970, quando foi construída a Rodovia Transamazônica. E, mesmo com a importância da adoção de políticas de proteção da floresta, o tema começou a ter protagonismo apenas nos anos 2000. Em todo o progresso feito durante os mandatos de Luís Inácio da Lula como presidente da República, houve retrocessos relevantes nas ações de monitoramento de terras e repressão aos crimes ambientais na região, especialmente a partir de 2016. A piora foi estrondosa durante os quatro anos da gestão de Jair Messias Bolsonaro.
O número de queimadas, que esteve em crescente desde 2015, alcançou em 2022 a maior média diária de fogo desde o início das medições pelo INPE, em 1998. A adoção de um discurso negacionista por Bolsonaro e a permissividade de Ricardo Salles (ex-ministro do Meio Ambiente) a ações de mineração foram determinantes para alcançarmos esses números.
A principal questão de grupos econômicos e políticos interessados na Amazônia é não compreender que sustentabilidade e desenvolvimento econômico podem e devem andar de mãos dadas. O desafio é grande, mas ainda sim, é possível promover o crescimento do país, ao passo que se protege o bem mais precioso do Brasil.
O desenvolvimento sustentável precisa ser amplamente implementado pelos governos e instituições privadas. A adoção da estratégia privelegia três pilares para o desenvolvimento harmônico de um país:
- Desenvolvimento econômico
- Desenvolvimento social
- Proteção ambiental.
Eles foram definidos em 2010, na Africa do Sul, durante a reunião que ficou conhecida como Rio+10. O encontro, chamado de Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU), ficou marcado pela contundente fala do embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado:
“Todos sabem que é impossível colocar uma cerca em volta da floresta e esperar que, por conta disso, não haja desmatamento. Se a decisão de proteger a floresta não for acompanhada de perspectivas de desenvolvimento econômico, de inclusão social e de geração de empregos não há como se garantir a proteção ambiental.”
A verdade é que uma década se passou e o Brasil, que estava engatinhando no assunto, deu muitos passos para trás durante a gestão bolsonarista.
Porém, a expectativa de retomada das políticas pró-clima e proteção amazônica reside na promessa de que o próximo governo terá uma postura rígida no combate ao desmatamento. Reitera-se, mais uma vez, a necessidade da união entre entes públicos e privados em ações em regime de contribuição para preservar a biodiversidade brasileira, combinadas com estratégias de desenvolvimento econômico.
